Preciso fazer a barba

carminha

Acordei triste, como tem sido nos últimos tempos. Preocupado talvez seja a palava certa… que saco, essa busca pela palavra certa. Não sei exatamente se há meses ou há algumas semanas, mas já faz mais que alguns dias. Estou acima do peso, sem dinheiro e um monte de coisa me incomoda. Preciso fazer dieta e exercício. Isso preciso de dinheiro. Já viu quanto custa academia e comida saudável? É mais barato continuar gordo. O barato sai caro lá na frente. Preciso economizar também: Baixar a conta do celular, não uso todo o plano de dados que eles me oferecem. O cigarro está tão caro que a última conta do gasto mensal já era meio salário mínimo. Preciso parar de fumar, mas vou ficar ansioso. Engordo quando fico ansioso, como bastante.

(mais…)

O ex-apaixonado

PINK-FLOYD_THE-DARK-SIDE-OF-THE-MOON_020712

Isso te deixa completamente abobalhado. Isso, esse negócio de estar apaixonado. É uma anestesia em tempo integral. Não tem tempo ruim, cara? Um ser nesse estado com duração imprevisível constroi uma bolha semi-transparente ao redor de si e do objeto de adoração, e vê/ouve/fala tudo meio distorcido. Ah, a vida é bela, quentinha, dormir de conchinha. Um blues, nesse momento, pode não fazer muito sentido, e passa a gostar até de músicas que antes achava cafona demais. Jura de pé junto que não mudou nadinha em relação a quando estava solteiro.

Um ex-apaixonado, depois que passa o luto, a desilusão e aquele apego sufocante, percebe de forma abrupta (e às vezes dolorosa), que em algum momento essa bolha se rompeu. Não dá para especificar em que ponto isso acontece, mas é tiro e queda. Nessa etapa, é fato interagir mais nas festas, ainda que não esteja à procura de ninguém. Aliás, quando não se está com outras intenções, é bem curioso: Dança-se livremente, sem medo de soar ridículo (e quase sempre se é). Faz amizade mais facilmente, pois percebe que o mundo é feito disso mesmo. Porque o apaixonado, coitado, acha que o amor é autossuficiente e os atores ao redor, coadjuvantes.

(mais…)

Sou de Áries, viu?

sushi_by_freacore-d3kkfit

O que você pensa a respeito dessas coisas de Astrologia? Eu queria dizer que sou ariano, com ascendente em Câncer. Sabe o que isso pode dizer sobre mim? Pois é, fico pensando se eu me adaptei ao que li no jornaleco ou se a culpa é mesmo esotérica.

Os nativos do signo de Áries são impulsivos. As quase três décadas de vida me conceberam, segundo os psicólogos de plantão, um pouco de inteligência emocional. Deixando o jargão de lado, quer dizer que aprendi a me controlar. Mas nem tanto. Esse negócio de elemento fogo é uma coisa meio preocupante, segundo os mais entendidos.

(mais…)

Engrandecem

SamirEssa parceria nasceu de uma forma pouco habitual. O cantor e compositor Leoni, em seu site, costuma promover concursos. O primeiro, de crônicas, eu venci com um texto inspirado na música “Na sala de espera do paraíso”, parceria dele com Frejat. Depois desse, surgiram diversos concursos de música, participei de alguns e até fui finalista em outro.

Nesse meio, fiz diversas amizades, e formamos um grupo de compositores chamado PerturBardos. Entre muitos talentos, está Samir Farias. O ator, cantor e compositor nasceu em Santo Antônio de Pádua, cidade do interior fluminense, e mora aqui no Rio já há bastante tempo. Samir, inclusive, acaba de lançar seu segundo CD, “Alma de Artista”, misturando samba, valsa e pop com uma voz de fazer inveja.

(mais…)

Um adeus de metrô

subway_black_and_white_by_voogac-d34gzr6

Os olhos inchados e profundos já entregavam uma noite mal dormida, e lágrimas, antes de sentar-se ao meu lado para esperar metrô. Lágrimas aquelas que eu tinha visto minutos atrás, quando o sol escancarava aquela situação pré-estação subterrânea.

Ela era linda. Apenas isso, como se pudesse ser apenas linda. O cabelo preso em rabo de cavalo e a ausência de maquiagem – apesar de bem vestida – entregavam alguma pressa ao sair. Cruzávamos a avenida, quando percebi que ela secava os olhos. E aquilo partiu meu coração, como se eu tivesse visto uma criança com fome. Eu só pensava em falar com ela, porque sentia que precisava ajudar. O medo de ser inconveniente prevaleceu.

(mais…)